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Primeira Mulher e Primeiro Cão

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First Woman and First Dog

Quando um cão do clã do Primeiro Cão morreu, todos os Primeiros Animais ficaram tristes. Eles realizaram uma pequena cerimónia para relembrar o seu amigo e a Primeira Mulher partilhou histórias de como o Primeiro Cão viajou com ela enquanto ela colhia cogumelos, como eles se divertiram junto ao rio e como ele escavava a terra enquanto ela plantava vegetais. Todos estavam tristes.

Após algum tempo, os Primeiros Animais começaram a preocupar-se com a Primeira Mulher. Ela já não tecia as suas mantas nem cuidava do jardim. Ela não fazia o seu pão nem visitava os animais para os ajudar.

O Primeiro Coelho levou uma cenoura à Primeira Mulher para a animar, mas a Primeira Mulher simplesmente suspirou um tranquilo “obrigada” e não disse mais nada.

Após algum tempo, o Primeiro Esquilo levou umas nozes à Primeira Mulher, mas a Primeira Mulher simplesmente suspirou um tranquilo “obrigada” e não disse mais nada.

Depois o Primeiro Cavalo levou umas flores à Primeira Mulher, mas a Primeira Mulher simplesmente suspirou um tranquilo “obrigada” e não disse mais nada.

Quando os animais questionaram a Primeira Mulher. “O que se passa?” A Primeira Mulher tranquilamente disse: “Eu não sei.”

Então os Primeiros Animais foram ter com a Anciã Terra, e pediram-lhe ajuda, pois ela era velha e sábia.

Uma manhã, a Primeira Mulher acordou e encontrou a Anciã Terra sentada ao fundo de sua cama, com um caldeirão de papas de aveia a borbulhar no fogo.

“Come,” disse-lhe a Anciã Terra. Enquanto a Primeira Mulher comia as suas papas de aveia, cheias de bagas e nozes e cobertas com o mais doce mel, a Anciã Terra disse-lhe:

“Não existe qualquer problema. Tu estás simplesmente a descansar no meu tempo e espaço sagrados enquanto fazes o luto do teu amigo.”

A Anciã Terra inclinou-se e acendeu o cachimbo no fogo.

“A cada mês tu visitas a minhas energias. Tu retiras-te do mundo diário para repousares na tua escuridão interior para descansar, para curar e renovar as tuas energias. Tu não podes preocupar-te com o tempo em que ficas nas minhas energias, tu tens de libertar e permitir que tudo flua no seu devido tempo. Bem como, não podes apressar a vinda da Primavera.”

A Anciã cobriu com a sua quente e negra capa os ombros da Primeira Mulher.

“Descansa comigo filha,” disse ela gentilmente.

“Neste espaço não existem necessidades, nem desejo, ou ego ou motivação. Neste espaço estás conectada com os mistérios do Universo, e eles não necessitam de acções ou palavras.”

A Anciã Terra colocou a sua mão sob o ventre da Primeira Mulher.

“Na altura do teu sangramento tu libertas, para que possas criar espaço para o novo. Tu libertas, para que no vazio novas coisas possam florescer.

Leva o teu tempo. Descansa aqui comigo. Cria espaço dentro de ti para que possas florescer no tempo devido.

Então, tal como o Inverno se torna Primavera, as tuas energias irão regressar para o mundo externo.”

E, lentamente, a Primeira Mulher descansou e honrou o seu amigo, e o amor floresceu dentro dela. Devagarinho ela regressou para os seus outros amigos.

E a Primeira Mulher tomou consciência que o maior presente que o Primeiro Cão lhe deu foi esta experiência para florescer em amor.

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